Nestlé construirá fábrica de leite condensado para exportação

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Escrito por marizinhafernandez | Publicado em Leite Condensado na Imprensa | 22-01-2008

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MOÇA FEITA EM CASA

  

Fabrícia Peixoto

Em plena época de Natal, que costuma ser festiva para os cofres da Nestlé, a empresa recebeu um autêntico presente de grego. Na semana passada, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) divulgou relatório contrário à compra da Garoto, anunciada no início do ano. Colocou um pouco de água na champanhe da multinacional suíça. Mas enquanto o imbróglio no segmento de chocolates não se resolve – ainda haverá muita discussão sobre o tema – o jeito é tocar para frente os novos projetos. O principal deles já está aprovado: no próximo ano será erguida uma nova fábrica de leite condensado, somente para exportação. Mais: segundo o mercado, o País se transformaria no grande pólo de fabricação do produto, assumindo parte da produção européia. A Nestlé não dá detalhes da operação, mas o próprio presidente da subsidiária, Ivan Zurita, confirmou que a construção de uma nova unidade está prevista no orçamento de 2003, de US$ 150 milhões.

Com a desvalorização do real, o produto – feito basicamente de açúcar e leite – ficou mais barato do que o similar europeu (que usa açúcar de beterraba). Resultado: o produto brasileiro ganhou prestígio e hoje é disputado por mais de 30 países. “A nova fábrica tem tudo para acontecer, independentemente dos problemas com a Garoto”, diz o consultor Marcos Gouvêa de Souza, especialista em varejo.

Paulo Giandalia - Valor

As unidades da Nestlé em Araraquara (SP) e Montes Claros (MG) operam com capacidade máxima, atendendo os mercados interno e externo. Com a nova fábrica, elas serão direcionadas apenas para as vendas domésticas. Em nenhum lugar do mundo consome-se tanto leite condensado como no Brasil: são 200 mil toneladas de leite condensado por ano. Somente a Nestlé vende sete latas de Leite Moça por segundo. O produto que inaugurou os negócios de Henri Nestlé, em 1866, é hoje o carro-chefe da empresa no País. Em 2001, as vendas atingiram R$ 240 milhões – cerca de 52% do total do mercado. O desafio da multinacional agora é repetir a façanha no campo das exportações.


Zurita, presidente: Unidade está prevista

“Neste ano, as vendas de produtos lácteos para o mercado externo devem crescer 112%. E o leite condensado está nesse bolo”, diz Jorge Rubez, presidente da associação brasileira dos produtores de leite. A participação do leite condensado brasileiro no mercado externo ainda é pequena – começou timidamente no início do ano, com a Nestlé – mas os produtores do setor estão confiantes no aumento das vendas. Em maio, cinco empresas nacionais se uniram numa trading, a Serlac, para exportação de lácteos: Itambé, Embaré, CCLE, Iupisa e Confipar. “É uma virada. Até o ano passado éramos importadores”, diz André Mesquita, diretor da Serlac.
 

Fonte: Revista Isto É Dinheiro – Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2002

Lácteos embalam avanço da Embaré

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Escrito por marizinhafernandez | Publicado em Leite Condensado na Imprensa | 22-01-2008

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A aposta nos segmentos de leite condensado e bebidas lácteas ajudou a mineira Embaré a crescer acima da média do mercado neste ano. A empresa, que tem sede em Lagoa da Prata, registrou crescimento de 10,6% em receita e de 44,3% em volume de produção no acumulado de janeiro a setembro em comparação a igual período do ano passado.

No mesmo período, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), o volume de leite produzido no país cresceu 2,36%. Haroldo Antunes, diretor-presidente da Embaré, associa o desempenho às operações da fábrica de leite condensado, inaugurada em junho do ano passado em Lagoa da Prata e que recebeu investimento de R$ 53 milhões.

Conforme o executivo, a unidade tem potencial para produzir 3,3 mil toneladas de leite condensado e 1 mil toneladas de bebidas lácteas por mês e hoje opera com 65% de sua capacidade. A capacidade total de produção de leite condensado da empresa é de 4,5 mil toneladas por mês. Neste segmento, a Embaré detém 10% de participação de mercado.

A empresa também iniciou a exportação de leite condensado, tendo enviado em setembro 6 contêineres do produto ao exterior.

A opção do grupo pelo produto acompanha uma tendência do mercado de lácteos e tem garantido melhor rentabilidade em relação ao leite em pó. “O avanço da importação de leite está deprimindo tremendamente os preços”, afirma Antunes. Segundo ele, o preço médio da embalagem de 10 quilos de leite em pó caiu 20% de julho de 2005 até agora, passando para R$ 64.

Essa queda também deprimiu os preços do leite condensado, que em média custam a metade do valor do leite em pó (comparando por peso). “De um modo geral, a concorrência cresceu muito no setor de laticínios e derrubou preços. Tivemos que processar muito mais lente para garantir crescimento de receita.”

Os produtos lácteos representam 80% da receita da Embaré, que o ano passado foi de R$ 347 milhões. Para este ano, a previsão é manter o ritmo de crescimento em torno de 10%.

O aumento da produção de laticínios levou a Embaré a subir no ranking dos laticínios. Em 2003, de acordo com o ranking da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), a empresa era o 11 maior laticínio do país, com captação diária de 218,7 mil litros de leite por ano. Este ano, a empresa subiu para a sexta posição, com uma captação de 1,1 milhão de litros de leite, contra 950 mil o ano passado.

O volume tende a crescer nos próximos anos. A empresa mantém o projeto de instalação de um novo complexo industrial no município de Sarandi (RS) a partir do segundo semestre de 2007.

O projeto receberá investimento de R$ 237 milhões e será concluído em 2008. O complexo vai produzir leite em pó e manteiga, destinados principalmente à exportação, e demandará 1 milhão de litros de leite por ano, praticamente dobrando a capacidade produtiva da Embaré.

No mercado de caramelos, a empresa conseguiu expandir as exportações em 7% no volume físico, e em 17% em receita. A empresa exporta hoje 7,5% do que produz. “Tivemos que aumentar os preços no exterior por causa do real valorizado”, diz Antunes. O grupo também ganhou quatro novos clientes, aumentando para 48 países importadores. Os principais clientes são do Iraque e da Palestina.
 

Fonte: JORNAL VALOR – 4/10/2006

Exportações de lácteos somam US$ 28,6 milhões de janeiro a março

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Escrito por marizinhafernandez | Publicado em Leite Condensado na Imprensa | 22-01-2008

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Os principais compradores de leite em pó brasileiro foram Argélia (724 toneladas) e Nigéria (370 toneladas). Queijos, leite condensado e leite em pó correspondem a 91,6% das exportações de lácteos em março, ou seja, US$ 7,7 milhões.

Alimento Seguro (11/04/2005) — As exportações brasileiras de produtos lácteos renderam ao País US$ 28,6 milhões entre janeiro e março, valor 141,9% maior que os US$ 11,8 milhões registrados em igual período do ano passado. Em volume, as exportações somaram o equivalente a 17,7 mil toneladas; 95,4% a mais que as 9 mil toneladas do primeiro trimestre do ano passado. Dados referentes exclusivamente a março indicam exportações de US$ 8,4 milhões, relativos a 5,9 mil toneladas; frente US$ 6,1 milhões, ou 4,3 mil toneladas, em março do ano passado. “Mesmo com câmbio desfavorável, as exportações aumentaram substancialmente. As importações também cresceram, mas não retornaram a patamares anteriores a 2004″, diz o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNPL/CNA), Rodrigo Alvim.

“A situação cambial não é favorável, mas em contrapartida estão mantidas as medidas antidumping contra importações de leite em pó da Argentina e Uruguai, os principais exportadores de lácteos para o Brasil. Dessa forma, o produtor brasileiro está livre da concorrência de um produto que seja vendido abaixo do custo de produção”, diz Alvim. As importações de lácteos atingiram o equivalente a 18,1 mil toneladas nos primeiros três meses do ano, gerando despesa de US$ 31,3 milhões. No primeiro trimestre do ano passado, as importações de lácteos foram de 11,3 mil toneladas, representando gasto de US$ 16,6 milhões.

O saldo final, resultado do total de exportações menos as importações, mostra que a cadeia da pecuária de leite está apresentando resultados mais positivos em 2005, devendo o País encerrar o ano novamente com balança superavitária. No acumulado entre janeiro e março, o déficit da balança comercial de lácteos foi de US$ 2,7 milhões; enquanto que em igual período do ano passado o déficit era de US$ 4,7 milhões. Ou seja, em 2004, o Brasil iniciou o ano com déficit na balança comercial de lácteos e encerrou o período com saldo positivo de US$ 11,5 milhões. Em 2005, destaca Alvim, o déficit da balança de lácteos no início do ano é menor, as exportações continuam em crescimento e já representam 59% das remessas de 2003, que foram de US$ 48,5 milhões. “No entanto, a questão do câmbio ainda preocupa”, afirma.

O principal produto da pauta de exportações de março foi o leite condensado, com remessas de US$ 3,2 milhões. Angola foi o principal comprador de leite condensado brasileiro no mês passado, com negociações de US$ 1 milhão, referentes a 1,1 mil toneladas. Em segundo lugar no ranking das exportações de lácteos ficaram os queijos, gerando faturamento de US$ 2,3 milhões. Somente a Coréia do Sul comprou 244 toneladas de mussarela brasileiro, o que rendeu divisas de US$ 560 mil. O terceiro principal produto da pauta de exportações da balança de lácteos foi o leite em pó, com remessas de US$ 2,2 milhões. Os principais compradores de leite em pó brasileiro foram Argélia (724 toneladas) e Nigéria (370 toneladas). Queijos, leite condensado e leite em pó correspondem a 91,6% das exportações de lácteos em março, ou seja, US$ 7,7 milhões.

Segunda-feira, 11 de abril de 2005

fonte: Assessoria de Comunicação CNA